Administracion de Empresas

lunes, 24 de enero de 2011

A poupança da economia

E de onde vêem os recursos para financiar o investimento da economia? A resposta é muito simples: da poupança.
Numa economia aberta e com governo, a poupança da economia vem de quatro fontes principais:
i) poupança líquida do setor privado – que se compõe da poupança das famílias – que corresponde à parte da sua renda que elas não gastam e que geralmente é aplicada no mercado financeiro – e da poupança das empresas – que resulta dos lucros não-distribuídos;
ii) depreciação3;
iii) poupança do governo em conta corrente (Sg);
iv) poupança externa (Se) – que corresponde à diferença entre os recebimentos e os pagamentos efetuados pelo Resto do Mundo relativos às transações correntes A soma da poupança líquida do setor privado com a depreciação é denominada de poupança bruta do setor privado (Sp).
Por outro lado, a soma da poupança bruta do setor privado com a poupança do governo em conta corrente é denominada de poupança interna bruta ou simplesmente poupança interna.

domingo, 23 de enero de 2011

A variação de estoques X o investimento

Quando a produção não é totalmente vendida no ano, ocorrem as chamadas variações positivas de estoques na economia. Esses bens que não foram vendidos, estarão
certamente disponíveis para vendas no futuro mais ou menos breve. Mas, até que isso aconteça, essas variações de estoques constituem um aumento no patrimônio das empresas e, como tal, são consideradas como investimento da economia.
Somando-se esta variação de estoques aos investimentos brutos, temse o chamado investimento total.

sábado, 22 de enero de 2011

Investimento bruto X investimento líquido

O termo investimento bruto corresponde, em Economia, às compras de bens de capital novos pelas empresas e pelo governo, com o objetivo de ampliar ou melhorar a sua capacidade produtiva.
Ocorre, no entanto, que uma parte dos bens de capital em uso na economia sofre desgaste físico no processo produtivo – o que representa uma perda ou decréscimo no valor do estoque de capital. A esse fenômeno se dá o nome de depreciação.
Se retirarmos do investimento bruto o valor da depreciação, encontraremos o chamado investimento líquido – que representa o acréscimo líquido ocorrido no estoque de capital da economia no período considerado.
Ou seja, Investimento bruto menos depreciação = investimento líquido
Um exemplo: Suponha que a economia disponha de 20 máquinas no início do ano, sendo este, portanto, o seu estoque de capital naquele momento. Se, ao longo do ano, são produzidas e compradas cinco máquinas novas, mas duas das máquinas existentes no início do ano, de tanto serem usadas, se tornam imprestáveis para a produção e têm de ser substituídas por duas das máquinas novas, teremos a seguinte situação:
O investimento bruto da economia foi de 5 máquinas novas, mas o investimento líquido foi de apenas 3 novas máquinas – que corresponde ao acréscimo de fato ocorrido no estoque de capital.

viernes, 21 de enero de 2011

O investimento bruto total e a poupança da economia

Um tópico que, recorrentemente, tem aparecido nas provas de Macroeconomia é a questão do investimento bruto2 versus a formação da poupança necessária para ao seu financiamento.
O investimento total bruto da economia – que corresponde aos gastos totais da economia com bens de capital (máquinas, equipamentos, edificações, construções de
infraestrutura) assim se decompõe:
i) Investimento bruto – que é constituído pelos investimentos do governo e do setor privado; e,
ii) Variação de estoques.

jueves, 20 de enero de 2011

A conta corrente das Administrações Públicas

Comentário: A Conta Corrente das Administrações Públicas é apresentada em separado, complementando as quatro contas anteriores, e nela são mostradas as transações correntes do governo.
Do lado do débito, são lançados os itens de despesa do governo – traduzidas no consumo final (que é composto dos gastos correntes com pessoal e na compra de bens e serviços), além do subsídios concedidos pelo governo ao setor produtivo e aos consumidores, mais as transferências (sendo essas constituídas das pensões e aposentadorias pagas pelo INSS) e o pagamento de juros da dívida interna pública que, tecnicamente são também considerados como transferências do governo ao setor privado. Note-se que nesta conta não aparecem as despesas de capital do governo que, na realidade são incluídas no item “formação bruta de capital fixo”, na Conta Produto Interno Bruto.
Do lado do crédito, aparecem as receitas correntes do governo, aí incluídos os impostos indiretos e diretos e outras receitas correntes – valendo lembrar que as contribuições previdenciárias estão incluídas nessas últimas.

miércoles, 19 de enero de 2011

As Contas Nacionais do Brasil (V)

Comentários: Nessa conta, são registrados, do lado do débito, os gastos dos não-residentes (estrangeiros) com a aquisição dos bens e serviços produzidos internamente (exportações de bens e serviços), além dos rendimentos e transferências (rendas e donativos) recebidos do Resto do Mundo. Do lado do crédito, são lançados os pagamentos pelos bens e serviços importados pelo país, mais as rendas e transferências (doações) enviadas para o Resto do Mundo, aparecendo, ainda, deste lado, o saldo do balanço de pagamentos em conta corrente.

martes, 18 de enero de 2011

As Contas Nacionais do Brasil (IV)

Comentários: Na Conta de Capital, são lançados do lado do débito as aplicações da economia na formação bruta de capital fixo (investimentos brutos) e nas variações de estoques (contabilmente considerados como investimentos para as empresas); já do lado do crédito, são lançadas as fontes de financiamento daquelas aplicações, constituídas da poupança bruta da economia (valendo notar que esta é composta pela poupança bruta do setor privado - que é igual à poupança líquida do setor privado mais a depreciação - mais a poupança do Governo em conta corrente), mais a poupança externa – representada esta última pelo saldo em conta corrente do balanço de pagamentos.