Comentários: A conta acima descreve, do lado do débito, como as famílias e o governo utilizam a renda recebida – destinando parte ao consumo e parte à poupança; já do lado do crédito, aparecem as rendas recebidas pelas famílias e pelo governo (impostos líquidos dos subsídios) mais o resultado líquido dos recebimentos e transferências do e para o exterior.
Administracion de Empresas
lunes, 17 de enero de 2011
As Contas Nacionais do Brasil (III)
Comentários: A conta acima descreve, do lado do débito, como as famílias e o governo utilizam a renda recebida – destinando parte ao consumo e parte à poupança; já do lado do crédito, aparecem as rendas recebidas pelas famílias e pelo governo (impostos líquidos dos subsídios) mais o resultado líquido dos recebimentos e transferências do e para o exterior.
domingo, 16 de enero de 2011
As Contas Nacionais do Brasil (II)
Existe, ainda, uma Conta 5 – que corresponde à Conta do Governo – mas que é apresentada à parte, denominada Conta Corrente das Administrações Públicas – e cujos lançamentos não têm contrapartida com as demais contas do Sistema de
Contas Nacionais.
Os lançamentos dos valores dessas contas seguem os preceitos contábeis das partidas dobradas que obedecem a dois princípios:
i) em cada conta, o total de débitos deve ser igual ao total de créditos;
ii) a todo crédito lançado em um conta corresponde um débito lançado em outra conta e vice-versa.
Com essas considerações, apresentamos, a seguir, um modelo das Contas Nacionais utilizado no Brasil, tendo como referência as quatro Contas mencionadas acima, além da Conta do Governo, seguido de um comentário sucinto sobre cada Conta.
(Observação: Estas contas são mostradas aqui mais para você ter uma visão de
como são apresentadas as Contas Nacionais do Brasil, do que por qualquer outra razão.
Você não deve se preocupar muito em entender essas contas, exceto, talvez, no tocante à Conta de Capital (formação bruta de capital fixo X poupança) que, recorrentemente tem sido objeto de questões nas provas de concursos públicos de Macroceconomia).
Comentários: Como se pode ver, a Conta do Produto Interno Bruto apresenta, do lado do débito, o pagamento das empresas aos fatores de produção, valendo observar que o excedente operacional bruto corresponde a todas as rendas pagas na economia, excluídos os salários e ordenados pagos aos empregados. Ainda do lado do débito
são somados os impostos indiretos (IPI/ICMS/ISS) e retirados os subsídios. O resultado final corresponde, assim, ao produto interno bruto a preços de mercado.
sábado, 15 de enero de 2011
As Contas Nacionais do Brasil (I)
O Sistema de Contas Nacionais no Brasil adotado pelo IBGE, segue grosso modo o sistema criado por Richard Stone que é, também, o sistema adotado e recomendado pelas Nações Unidas para seus países-membros – sistema este que se baseia em quatro contas, a saber:
i. Conta 1 – Produto Interno Bruto (ou Conta da
Produção);
ii. Conta 2 – Renda Nacional Disponível Bruta (ou Conta
da Apropriação);
iii. Conta 3 – Conta de Capital;
iv. Conta 4 – Conta Transações Correntes com o Resto do
Mundo.
viernes, 14 de enero de 2011
Produto nominal X produto real (III)
Para encontrarmos o valor do produto real usamos a seguinte técnica:
1° - escolhemos um determinado ano da série para servir como referência ou, como se diz em economia, como ano-base.
Esta escolha é aleatória, podendo ser qualquer ano. No exemplo acima, tomamos como ano-base o ano de 2001;
2° - uma vez escolhido o ano-base, o próximo passo é multiplicar o valor do produto nominal de cada ano pelo índice de preço do ano-base (no caso presente, por 117,4) e dividir o resultado encontrado pelo índice de preço do respectivo ano. Para
um melhor entendimento, vamos achar o valor do produto real do ano 2000:
1° passo: multiplicamos o valor do produto nominal deste ano – 343.750 – por 177,4, encontrando 60.981.250;
2º passo: dividimos o valor encontrado acima pelo índice de preço do ano 2000, ou:
60.981.250 : 158,4 = 384.982 >> que é o valor do produto real do ano 2000, quando medido aos preços vigentes no ano 2001.
Procedendo assim para todos os demais anos da série, encontramos os valores constantes da Coluna 4. Pelo que se pode verificar, agora os valores dos produtos são mais próximos um do outro, já não havendo as discrepâncias observadas nos valores do produto nominal da Coluna 2 – discrepâncias estas decorrentes das variações de preço de um ano para outro.
Como, agora, todos os produtos estão medidos aos preços vigentes em 2001 (ano escolhido para ser o ano-base), qualquer diferença entre eles é real. Para calcularmos a taxa de crescimento real de um ano para o outro, basta dividir o valor do produto real do ano t+1 pelo valor produto real do ano t; em seguida,
subtraímos uma unidade do quociente encontrado e multiplicamos o resultado por 100.
Vamos calcular, por exemplo, a taxa de crescimento real em 2000:
384.982 : 369.583 = 1,0417
1,0417 – 1,0 = 0,0417
0,0417 x 100 = 4,17% ou 4,2%.
Deixamos para você o cálculo da taxa de crescimento real para os demais anos1.
jueves, 13 de enero de 2011
Produto nominal X produto real (II)
Considere, primeiramente, os dados constantes da Tabela 2, abaixo:
Tabela
A título de exercício, suponha que, para os anos compreendidos entre 1999 e 2003, o produto nominal registrou os valores que aparecem na Coluna 2. Como se pode ver, os valores nominais do produto cresceram muito de um ano para o outro – o que certamente pode ser explicado por aumentos de preços e também por aumentos na quantidade física de bens e serviços produzidos. Temos, então, de isolar ou eliminar as variações do produto nominal causadas por aumentos de preços – o chamado
“efeito-preço”. Depois que fizermos isso, as eventuais diferenças entre os valores do produto de um ano para o outro serão creditadas exclusivamente a variações no quantum físico produzido – isto é, no produto real.
Para eliminarmos o efeito-preço, é preciso que adotemos um índice de preços qualquer. No caso do produto interno ou nacional, geralmente é utilizado o chamado deflator implícito do produto (DIP) – que é calculado tomando por base as variações de preços dos produtos agrícolas, dos produtos industriais e dos serviços (setores que formam o PIB), ponderados pelo tamanho de cada setor.
Por hipótese, imaginamos que o índice médio anual do DIP que, num determinado ano-base, digamos 1995, era 100,0, com o aumento dos preços registrou, de 1999 a 2003, os valores constantes da Coluna 3, da Tabela 2. A diferença percentual do índice de um ano para o outro seria, grosso modo, a taxa de inflação do ano, medida por este DIP.
miércoles, 12 de enero de 2011
Produto nominal X produto real (I)
produzidas (Q).
A partir desta constatação, é possível distinguir dois conceitos muito importantes da contabilidade nacional: o produto nominal e o produto real.
O produto nominal – também chamado de produto a preços correntes - corresponde ao valor do produto medido aos preços vigentes no ano de referência. Matematicamente, é obtido pelo somatório do valor da produção de todos os bens e serviços finais de uma economia. Ou formalmente:
Produto nominal = Σ Pi x Qi
onde i varia de 1 a n produtos.
Pela fórmula acima, verifica-se que o produto nominal pode aumentar ou diminuir em função tanto dos preços quanto das quantidades produzidas dos bens e serviços finais.
Já o produto real – também chamado de produto a preços constantes - corresponde à quantidade física de bens e serviços produzidos pela economia. Ou seja, o produto real somente varia se houver uma variação na quantidade física efetivamente produzida. E parece óbvio que quanto maiores as quantidades produzidas de todos os bens ou serviços, maiores e melhores são as condições médias de vida dos cidadãos, já que aumentos na produção implicam aumentos no nível de renda e, por conseqüência, do nível de consumo da população.
Assim, o que interessa saber não é se o produto nominal está crescendo de um ano para o outro – já que este aumento pode ser causado simplesmente por um aumento dos preços – e sim saber se o produto real está também crescendo ou não.
martes, 11 de enero de 2011
Valor adicionado
Um exemplo de cálculo do valor adicionado:
Pela Tabela 1, verifica-se que o valor do PIB é igual ao valor do bem final (=100), vendido pela loja ou bar ao consumidor.
Alternativamente, se somarmos os valores adicionados ou acrescidos por cada empresa em cada etapa ou estágio, encontraremos o mesmo valor para o produto (24 + 27 + 18 + 12 + 19 = 100).
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