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viernes, 7 de septiembre de 2012

Taxa de Juros Real e a Curva IS - II

Quanto à curva LM, o encaixe real desejado (Md/P) pelos indivíduos depende do custo de oportunidade de reter moeda e este custo é medido pela taxa de juros nominal. Assim, a curva LM corresponde à equação: M = P L (y, r) cuja representação gráfica está na Figura 22. A curva L'M' corresponde à curva LM quando se mede no eixo vertical a taxa de juros real. Ela è obtida a partir da curva LM, subtraindo-se, para um dado nível de renda, a taxa de inflação esperada da taxa de juros nominal.
Figura 22.A Curva LM e a Taxa de Inflação Esperada

jueves, 6 de septiembre de 2012

Taxa de Juros Real e a Curva IS - I

A alteração básica que sofre a curva IS com a introdução das taxas de juros real e nominal no modelo é que o investimento privado depende da taxa de juros real esperada, ou seja:
i = i (r - πe), ir < 0

onde πe representa a taxa de inflação esperada, que será considerada no momento uma variável exógena no modelo. A equação da curva IS será, então, dada por: y = c(y - t) + i (r - πe) + g

A Figura 21 mostra a representação gráfica desta equação. No eixo vertical desta figura mede- se tanto a taxa de juros real como a taxa de juros nominal; no eixo horizontal continua-se medindo o nível de renda real. A curva I'S' corresponde à taxa de juros real. Adicionando-se, para cada nível de renda, a taxa de inflação esperada obtém-se a curva IS, com a taxa de juros nominal medida no eixo vertical.

Figura 21. A Curva IS e a Taxa de Inflação Esperada

miércoles, 5 de septiembre de 2012

Taxa de Juros Nominal x Taxa de Juros Real

No modelo IS-LM das seções precedentes não se fez nenhuma menção para a distinção entre a taxa de juros nominal e a taxa de juros real, pois havia a hipótese implícita de que a taxa de inflação esperada era igual a zero. É claro que esta hipótese é irrealista nas economias modernas porque na maioria dos países do mundo ocidental a inflação passou a ser um fenômeno corriqueiro. Para uma dada taxa de inflação π e de juros nominal r, a taxa de juros real ρ pode ser calculada através da seguinte expressão:

1 + r = (1 +ρ) (1 +π)
ou, ainda:
r = ρ + π + ρ π

É usual na formalização dos modelos macroeconômicos desprezar-se o termo de interação ρ π na equação anterior. Na prática esta aproximação só é válida para taxas pequenas, e este não é certamente o caso de inflação tipo brasileiro. Todavia, do ponto de vista teórico esta hipótese simplificadora não traz maiores problemas. Portanto, admitiremos que a taxa de juros nominal é igual à soma das taxas de juros real e da taxa de inflação. Isto é: r = ρ + π

martes, 4 de septiembre de 2012

Oferta e Demanda de Reservas Bancárias - II

Figura 19. Mercado de Reservas Bancárias: Estática Comparativa
Uma observação importante sobre o mercado monetário é que o Banco Central não pode controlar simultaneamente a taxa de juros e o nível de reservas bancárias, ou o que é o mesmo, a taxa de juros e a quantidade nominal de moeda. A Figura 20 ilustra esta proposição. Suponha que o Banco Central resolva tabelar a taxa de juros em ro. Isto significa dizer que se a demanda de reservas bancárias se modificar, o Banco Central para manter esta taxa de juros, tem de suprir o acréscimo de reserva demandada pelo sistema bancário. Com este tipo de política o Banco Central abdica do seu controle sobre a quantidade nominal de moeda na economia. A curva LM nestas circunstâncias é horizontal, ao nível da taxa de juros fixada pelas autoridades monetárias.

Figura 20. Mercado de Reservas Bancárias: Controle da Taxa de Juros x Controle das
Reservas

lunes, 3 de septiembre de 2012

Oferta e Demanda de Reservas Bancárias - I

Uma maneira bastante simples de se entender o comportamento do mercado monetário é através do mercado de reservas bancárias. A demanda de reservas bancárias por parte dos Bancos Comerciais depende da demanda de depósitos à vista do público. Isto é
Rd = τ D d

Como M=C+D=(δ+1)D, segue-se que a demanda de depósitos à vista é dada por uma fração de quantidade demandada de moeda: Combinando-se essas duas equações chega-se à equação de demanda de reservas bancárias dos Bancos Comerciais: Suponha-se que o Banco Central controla as reservas bancárias através da política de mercado aberto (open-market), comprando ou vendendo títulos. Logo, a oferta de reservas bancárias é dada por: Rs = R O equilíbrio no mercado de reservas requer que a quantidade ofertada seja igual à quantidade demandada: Rs = Rd Substituindo-se as equações de demanda e oferta nesta condição de equilíbrio, obtém-se: ( )
Figura 18. Mercado de Reservas Bancárias

O equilíbrio no mercado de reservas bancárias está representado graficamente na Figura 18. O eixo vertical mede a taxa de juros, enquanto no eixo horizontal representase o nível de reservas. Supõe-se que no curtíssimo prazo o nível de renda é constante e que o nível de preços, assim como os parâmetros δ e τ estão dados. Quando o nível de reservas bancárias é fixada em Ro, a taxa de juros de equilíbrio será igual a ro. A figura 19 descreve a estática comparativa do modelo. Deslocamentos para cima e para a direita da curva de demanda de reservas bancárias, provocados, seja por aumentos do índice de preços, do nível de renda real, da taxa de recolhimento compulsório ou de 28 redução da proporção que o público deseja manter seus meios de pagamentos sob a forma de papel moeda, leva a um aumento da taxa de juros. Por outro lado, aumento do nível de reservas de Ro para R1, como na Figura 19b, faz com que a taxa de juros diminua de ro para r1.

domingo, 2 de septiembre de 2012

Política Monetária: O Mercado de Reservas Bancárias

Nas seções precedentes admitiu-se que as Autoridades Monetárias controlam a quantidade nominal de moeda na economia. Um modelo bastante simples dos sistemas monetários modernos, onde os bancos comerciais criam e destroem meios de pagamentos, é representado esquematicamente pelas contas do ativo e do passivo do Banco Central e dos Bancos Comerciais como um todo, como indicado abaixo nas contas T. Estas, por simplicidade, não levam em conta o capital próprio dessas entidades e outros itens que não nos interessam no momento. O passivo monetário do Banco Central constitui-se do papel moeda em poder do público (C) e das reservas bancárias (R). A soma desses dois itens é a base monetária:
O ativo do Banco Central é constituído pelos títulos (Lc) na carteira do banco. O passivo dos Bancos Comerciais é dado pelo volume de depósitos à vista do público (D). O ativo dos Bancos Comerciais é igual à soma das reservas bancárias (R) e dos empréstimos (≡títulos em carteiras) no valor total de Lb cruzeiros. Os meios de pagamentos são definidos pela soma do papel moeda em poder do público e dos depósitos à vista no sistema bancário:
M = C + D Admitiremos que o público dispõe dos seus meios de pagamentos de tal forma que a relação entre papel moeda e depósitos à vista se mantém constante numa proporção . Isto é:
C = δ D

O Banco Central obriga os Bancos Comerciais a manterem uma proporção dos depósitos à vista sob a forma de reservas, ou seja:

R = τ D
A partir da identidade,
M C D
C R
≡ + B
+
e das duas últimas relações de comportamento é fácil deduzir-se que:
M = k B


Assim, por exemplo, quando δ=0,20 e τ=0,40, o multiplicador bancário é igual a 2. Isto significa dizer que para cada um cruzeiros de expansão na base monetária os meios de pagamentos aumentam de 2 cruzeiros.

sábado, 1 de septiembre de 2012

A Dinâmica do Modelo IS-LM

O modelo IS-LM é um modelo estático que não explica o que ocorre quando a economia está numa situação de desequilíbrio. Uma hipótese comumente apresentada nos livros textos de economia é de que nestas circunstâncias a produção de bens e serviços reage positivamente ao excesso de demanda no mercado de bens e serviços, e a taxa de juros responde positivamente ao excesso de demanda no mercado monetário. Analiticamente estas hipóteses traduzem-se pelas seguintes equações:
A Figura 16 ilustra a dinâmica do modelo debaixo dessas hipóteses. As curvas IS e LM dividem o espaço em quatro regiões. Na região I existe excesso de oferta no mercado monetário e excesso de oferta no mercado de bens e serviços. Na região II temos excesso de oferta no mercado monetário e excesso de demanda no mercado de bens e serviços. Na região III ambos os mercados estão com excesso de demanda, e na região IV existe excesso de demanda no mercado monetário e excesso de oferta no mercado de bens e serviços. As setas em cada uma das regiões na Figura 16 indicam o sentido da trajetória de desequilíbrio em direção ao ponto de equilíbrio, mostrando que o modelo é estável debaixo destas hipóteses. Uma outra alternativa para a dinâmica do modelo IS-LM é supor-se que o mercado monetário ajusta-se instantaneamente. Esta hipótese, que será desenvolvida a seguir, pressupõe que a taxa de juros ajusta-se instantaneamente a qualquer desequilíbrio no mercado monetário. As setas na curva LM da Figura 17 indicam a trajetória da economia em direção ao ponto de equilíbrio E, onde as curvas IS e LM se interceptam.
Figura 16. A Dinâmica do Modelo IS-LM
Figura 17. A Dinâmica do Modelo IS-LM: Ajustamento Instantâneo do Mercado Monetário