Administracion de Empresas

martes, 31 de julio de 2012

Quadro I Balanço das Famílias

O passivo das empresas consiste dos empréstimos com os bancos e das ações por elas emitidas. Os itens do ativo são os seguintes: 
1) papel moeda, 
2) depósitos bancários, 
3) títulos emitidos pelo governo e 
4) os bens de capital das empresas. 
Obviamente, o total do ativo deve ser igual ao total do passivo como indicado no quadro abaixo (Quadro II). Os bancos têm como fonte de seus recurso os depósitos das famílias e das empresas. As aplicações dos recursos dos bancos consiste nas: i) reservas bancárias junto ao Banco Central, ii) em títulos públicos emitidos pelo governo, e iii) nos empréstimos feitos às famílias e às empresas. Por simplicidade não estamos considerando o capital próprio dos bancos, e admitindo também que as suas reservas sob a forma de papel moeda são iguais a zero. O Quadro III, a seguir, detalha o balanço patrimonial dos bancos.

lunes, 30 de julio de 2012

A Estrutura Agregativa dos Modelos Keynesianos

Os modelos de curto prazo podem ser construídos a partir de diferentes concepções da estrutura agregativa dos ativos existentes na economia. Para se ter uma idéia mais precisa desta questão, consideremos uma economia com quatro tipos de agentes econômicos:
a) as famílias, 
b) as empresas, 
c) os bancos e 
d) o governo. 
Numa especificação mais detalhada poderíamos introduzir outros tipos de intermediários financeiros além dos bancos, e levar em conta as relações financeiras desta economia com as demais economias do mundo. 2 Os ativos das famílias são constituídos de papel moeda, depósitos bancários, títulos emitidos pelo governo e ações das empresas. No passivo das famílias estão os empréstimos contraídos no sistema bancário. A diferença entre o total do ativo e os empréstimos é igual ao patrimônio líquido das famílias. 
Isto é: W = Cf + Df + Tf + A - Lf

domingo, 29 de julio de 2012

Modelos Keynesianos: Propriedades Básicas

Esta seção tem como objetivo apresentar algumas propriedades básicas dos modelos keynesianos. Em primeiro lugar, discute-se a estrutura agregativa destes modelos de curto prazo, baseada na agregação dos diferentes ativos da economia. Em seguida, é derivada a Lei de Walras, a partir das restrições orçamentárias do governo e do setor privado da economia. A seção prossegue com a definição da poupança, e finaliza com a apresentação da Lei de Walras quando as variáveis econômicas são consideradas contínuas. A hipótese de tratar as variáveis econômicas como se elas fossem contínuas, permite uma análise mais simplificada, do ponto de vista técnico, de alguns modelos econômicos.

sábado, 28 de julio de 2012

AS CURVAS IS E LM: A DEMANDA AGREGADA

As curvas IS e LM são os lugares geométricos, no plano formado pelas variáveis taxa de juros e nível de renda real, dos pontos que asseguram equilíbrio nos mercados de bens e serviços e monetário, respectivamente. Este capítulo tem como objetivo, apresentar os fundamentos dessas duas curvas, explicitando diversos casos particulares que têm servido de base para disputas sobre a potência das políticas monetária e fiscal. Introduz-se, também, algumas hipóteses sobre a dinâmica de ajustamento dos mercados monetário e de bens e serviços, quando a economia é submetida a choques provenientes de mudanças das variáveis exógenas que movem o modelo. 
A curva de demanda agregada é o lugar geométrico no plano formado pelas variáveis nível de preços, ou de inflação, e nível de renda real, dos pontos que correspondem ao equilíbrio simultâneo nos mercados monetário e de bens e serviços. O equilíbrio de um mercado para um produto qualquer é determinado a partir da interseção marshalliana, pela interseção das duas lâminas da tesoura: a de demanda e a da oferta. A curva de demanda agregada, embora de natureza diferente das curvas de demanda de equilíbrio parcial, é um instrumento importante para analisar-se o equilíbrio geral de curto prazo da economia como um todo. Este capítulo apresenta também as principais propriedades da curva de demanda agregada. A outra lâmina da tesoura, a oferta agregada, será estudada no próximo capítulo.

viernes, 27 de julio de 2012

Inflação e Nível de Atividade Econômica - IV

Uma outra possibilidade para explicar a ocorrência de hiatos negativos ou positivos do produto, se obtém com o deslocamento da curva de oferta agregada, em virtude de choques de oferta. Estes tipos de choques só passaram a ser estudados, e consequentemente serem discutidos na literatura econômica do hemisfério norte, depois do primeiro choque do petróleo no início da década dos 70. A Figura 4b representa três situações de equilíbrio de curto prazo, nas quais o produto real é menor (y y) 2 < , igual (y = y) e maior (y y) 1 > do que o produto potencial. O primeiro caso descreve um choque de oferta adverso, em que a curva de oferta desloca-se de So So para S2 S2; na segunda hipótese o hiato do produto é nulo (h = y − y =0 ) ; a terceira hipótese é um choque de oferta favorável, com a curva de oferta agregada mudando sua posição de So So para S1 S1. 
A Figura 1, que descreve o ciclo econômico, mostra que o produto real embora desvie-se do produto potencial, eventualmente retorna ao nível de pleno emprego. A implicação deste fato é que os equilíbrios de curto prazo, que correspondem aos pontos E1 e E2 da Figura 4, são temporários. Portanto, devem existir forças que movem a economia na direção do equilíbrio do produto de pleno emprego. No capítulo 5 serão desenvolvidos vários modelos que procuram estudar a dinâmica macroeconômica, onde o papel das expectativas dos agentes econômicos é fundamental no processo de ajustamento de uma situação de equilíbrio de curto para longo prazo.

jueves, 26 de julio de 2012

Inflação e Nível de Atividade Econômica - III

O equilíbrio de curto prazo da economia será obtido pela interseção das curvas de demanda e oferta agregada, como indicado na Figura 4. Na Figura 4a estão representadas as três situações: i) quando a curva de demanda agregada estiver na posição Do Do o produto real no equilíbrio de curto prazo coincidirá com o produto potencial; ii) se a curva de demanda agregada for dada por D1 D1, o produto real será maior do que o produto potencial (y y) 1 > ; e iii) quando a curva de demanda agregada for dada por D2 D2, a economia estará numa recessão, pois o produto real estará abaixo do produto potencial (y y) 2 < . Observe-se, então que os deslocamentos da curva de demanda agregada são capazes de explicar fatos que ocorrem como o fenômeno do ciclo econômico observado nas economias capitalistas.
a) Choques de Demanda b) Choques de Oferta

miércoles, 25 de julio de 2012

Inflação e Nível de Atividade Econômica - II

Um outro fato estilizado importante, é de que não se observa nas economias capitalistas modernas nenhuma correlação entre produto potencial e taxas médias de inflação. Assim, poderíamos ter taxas médias de inflação iguais a π1 e e π2 e consistentes com o mesmo produto potencial y , como indicado na Figura 2. Isto é equivalente a afirmar que o produto potencial independe da taxa de inflação. Um dos avanços da pesquisa macroeconômica no período pós-guerra foi justamente o de construir modelos capazes de explicar este tipo de relação entre a taxa de inflação e o nível do produto real. 
 A existência de uma equação que reúne a taxa de inflação e o nível do produto real é insuficiente para determinar-se o valor de cada uma delas, pois, com uma única equação não se pode resolver um modelo com duas incógnitas. Nos capítulos 2 e 3 desenvolve-se um modelo baseado no comportamento dos indivíduos com relação a dois tipos de decisões: i) de como eles dispõem os seus patrimônios entre os vários ativos existentes na economia, e ii) como esses indivíduos gastam os rendimentos obtidos com os recursos que empregam no processo produtivo, no consumo e na expansão de capacidade produtiva. Este modelo estabelece, debaixo de algumas condições, uma relação negativa entre a taxa de inflação e o produto real. A curva DD da Figura 3 representa tal relação. Ela é denominada de curva de demanda agregada, e sua localização no plano π-y depende das políticas monetárias e fiscal.
Figura 3. A Curva de Demanda Agregada